Friday, September 28, 2007

Azul de Verdade

Em nosso azul de verdade,
Mostramos a nossa vivacidade.
E em certos momentos,
Quando vivemos sentimentos,
Nossa alegria desbota em sua vivência,
Demonstrando o valor de nossa essência.

Gente de verdade,
Longe da mentira.
Somos passíveis de capacidade,
Contendo nossa ira.
E em momentos de tristeza,
Mostramos em nós uma leveza,
Que nos faz pensar,
E acreditar,
Que amizade difícil de ultrapassar.

Tuesday, May 08, 2007

Em memória de bons tempos passados...

O dia de hoje fez com que em mim se reflectisse muitos dos meus sentimentos. Foi um dia em que revelámos sentimentos, e em que momentos de outrora vieram ter aos nossos pensamentos. Foi o dia do cortejo que tanto significado tem para mim. Foi o 5º, eu sei, mas sempre com a sua particularidade como tantos outros. As lágrimas como sempre libertaram-se em forma de sentimento. Mais uma vez houve caloiros a aprender algo com histórias dos mais antigos e onde se pode verificar toda a sua atenção em tão denominados pormenores. Mais uma vez se viu sentimentos perante um grupo de finalistas que assim conseguiram atrair a si algumas atenções, mas em si derivadas do seu suor deixado em momentos de praxe e em momentos de convívio com as pessoas. Toda a sua bondade e o seu querer tornam-se grandes em muitos momentos. Somos nós desejo de bondade e não de tristezas. Somos seguidores da bondade de tantas gentes que em mim levam algo do seu ser. Sois vós desejo de vida, somos nós desejo de vida também. O cortejo da Queima das fitas do Porto é apenas e só um demonstrar de algo que é feito ao longo de um ano e ao longo de muitos anos também. Um legado de praxe transmite-se ao longo de muitos anos e cada um dos caloiros surgem-nos como portadores dessa mensagem. Sei que um dia estarei em algo quando cada um destes "discípulos" estiver a fazer o seu exercício da praxe. Congratulo-me com a "fornada" de caloiros que demonstramos ter, sendo que espero que cada uma das suas capacidades praxísticas em si devem ser evoluídas. Congratulo-me pelos demais praxistas que tentaram levar o barco contra uma maré fortíssima. Aos finalistas desejo as maiores felicidades na conclusão dos seus cursos e no mercado de trabalho. A eles lhes devo muito do que sei... Agora e em especial, um agradecimento muito forte aos demais veteranos do meu curso, aqueles a quem eu assim os considero. Choro por vocês quando tenho de chorar, rio-me convosco quando tenho de me rir e sou o mais sério possível quando o tenho de ser. Sei que sou um ser diferente dos outros devido ao facto de cada ser o ser em si mesmo, mas de uma coisa tenho a certeza, que algo de vocês ficou marcado em meu ser e sei que sou um pouco daquilo que vocês são, ao mesmo tempo que posso acreditar que algo daquilo que eu sou se transmitiu em vós. Agora e em especial para a minha madrinha uma palavra: Sabes o quanto o teu primogénito se orgulha do teu ser e do teu estar. Sei que te orgulhas de mim também e que o meu respeito se foi conquistando ao longo dos tempos. Sei que foi uma surpresa agradável o facto de eu te ter escolhido como minha madrinha, mas uma coisa te digo, que são poucos aqueles que tiveram a sorte de escolher uma madrinha tão dedicada e tão respeitadora dos preceitos da praxe.
A praxe é sentimento, saudade, orgulho... orgulho em pertencer ao mundo de LETRAS e do curso de L.L.M. José Borges, veterano do curso de L.L.M.

Saturday, April 28, 2007

Queima das Fitas

Serenata ao vento,
Tradição ao relento.
Insígnia de vida
Que me representas
E alimentas
Meu momento e desejo de viver.

Cortejo de sentimentos,
De vida ou de morte,
Onde lágrimas de despedida,
Se misturam com as de chegada
E onde o amor à tradição
Se demonstra em seu entender.

Tudo isto é Queima das Fitas,
Tudo isto é praxe,
Onde pessoas se demonstram
Em sua primeira vez,
E onde consigo separar
Momentos de vida contínuos,
De momentos de vida momentâneos.

É praxe de vida que desejo,
Em todo o meu parecer.
Vida e vida em cortejo,
Em momentos para não mais esquecer.

José Borges

MADRUGADA

Altura do nosso dia,
Em que mais vivemos,
Pois o sono acaba por ser
Seu momento de vida e de viver.

É tempo de pensar, de descansar,
Que tanto nos intimida por seu mistério,
Mas que ao mesmo tempo
Nos dá segurança em seu pensar.

É momento da vida em que sonhámos,
Em que sonhámos o impensável e no pensável demais,
Pois nem sequer o desejamos pensar,
Nem sonhar.

Madrugada de nossos tempos,
Tempos de divertimentos,
Onde a vida se desenrola noutro espaço.

Hábito de vida de morcegos,
E seu habitat natural.
Por entre a tua escuridão,
Grandes sentimentos se fazem.

E grandes momentos,
De capa preta aos ombros,
Traçada em nome de uma tradição,
Que nos julga com a mão,
Em nome de um dito cão.

José Borges

Friday, April 20, 2007

Madrugada

São 2 horas e 27 minutos e ainda não adormeci. Estou há cerca de uma hora na cama e não consigo adormecer. São poucas as noites em que isso acontece até porque na sua maioria me deito mais tarde. O pior mesmo é que tenho de me levantar cedo na manhã seguinte, pois o dia assim me exige. Mas mesmo na escuridão da noite que se demonstra e na amena noite que se presenteia, meu pensamento e minha escrita esvaem-se. São estas noites que nos fazem pensar na nossa vida e nos momentos que ela nos oferece. São estas noites que nos levam a pensar no bem e no mal que praticámos e no bem e no mal que outros que me são próximos possam cometer ou ter cometido. É na realidade a Madrugada amiga da expressão da nossa vida e dos nossos desejos que nos permite neles pensar e neles melhorar.
É nestas madrugadas que pensámos nos nossos amigos. Pensamos em cada um dos seus actos de amizade que nos surpreendem e que futuramente nos possam surpreender. Pensamos em suas utilidades, embora esse atributo não possa ser único motivo de avaliação. Pensamos ao mesmo tempo em quais serão nossos amigos verdadeiros. Sei eu que são poucos os que a isso se aprontam e que em qualquer momento da nossa vida possam eles estar presentes. Os meus amigos verdadeiros sabem eles quem são e isso não preciso eu de lhes dizer e de lhes demonstrar. Melhor... Até lhes posso demonstrar devolvendo em tudo a amizade que tanto me caracteriza.
É pois a madrugada momento de reflexão. Ao sono inexistente ou difícil de encontrar acrescenta-se esta vontade de escrever e de pensar.
Espero agora adormecer.

Pensamentos vários!

Sentado ao fundo do túnel, esperamos que uma luz ténue nos indique a vida que está à nossa frente. Será que vale a pena viver uma vida cheia de pesadelos que nos levam a sofrer mais do que aquilo que nós esperamos?
Há histórias de pessoas que um dia pretenderam conseguir uma vida cheia de sucesso, mas que no dia a seguir já nem se quer pensam na vida, e a morte torna-se no seu único pensamento.
Será fácil ou difícil resistir à vontade de viver, quando é a morte que nos assola ao pensameto?
É o homem que governa e que dá a si próprio aquilo que deseja e pretende. O Homem coordena a sua própria vida em torno de um bem. Mas a tendência de muitos será a do mal. Qual será a acção do homem no sentido de evitar o mal e ao mesmo tempo trespassar uma ideia de bem? Será um tema, vários temas que atormentam cada vez mais a vida de cada um dos homens. São a solidão e a delinquência que levam a estas situações.

Sunday, April 08, 2007

Cristo de Páscoa

Cristo Ressuscitou!!!
Aleluia!!!! Aleluia!!!!
Nossa vida,
Nossa morte.
Nossa vida e
Nossa razão de viver.
Nossa alegria,
Nossa tristeza.
Nossa alegria e
Nosso motivo de tanta alegria.
Aquele que nos perdoa por nossos devaneios,
Até pelo nosso momento de maior traição.
Enquanto nós ladeávamos a sua morte
Ele preparava a nossa vida.
Enquanto ladeávamos a sua morte,
Ele nos mostrava uma maneira mais justa de viver:
O perdão...
Palavra e conceito mais que justos...
Que Cristo ressuscitado abençoe quantos habitam esta casa.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,
Como era no princípio, agora e sempre ámen.

Saturday, February 24, 2007

Esperança esvanecida...

Somos pele, carne e osso que amamos,
Somos pensamentos que desejamos,
Somos fruto do prazer do desejo do amor,
Somos fruto do desejo de amar.

Quem sou eu para amar?
Sou como todos os outros.
Demonstro as minhas virtudes,
E os meus podres.
Demonstro o que posso fazer,
E o que não posso fazer.
Demonstro tudo menos amar...

Sendo eu esperança de amor,
Sou eu também esperança de amar.
Sei que o posso ser,
Não sou vácuo.
Possuo virtudes como os outros...
Possuo podres como os outros...
Possuo em tudo idêntico...
Possuo tudo menos amar...

Tenho tudo para dar,
Tenho muito para experimentar.
Sou eu feliz quando feliz,
Sou eu triste quando triste,
Sou eu amargo,
Sou eu doce,
Simplesmente sou eu,
Sem amor...

José Borges

Friday, February 09, 2007

Amar a Vida em sonho...

Somos alegrias e tristezas
somos algo...
Constituimos o quê?
Não sei,
Sendo que este não sei se possa confundir com nada.
Somos Homem e Mulher,
Constituinte de vida
De Alegria de viver.
Nem sempre somos exemplos de vida,
Muitas vezes até o contrário.
Ao prol de valorização de nós próprios
Levamo-nos a pensar menos nos outros.
Será que a sua vida tem sentido?
Será que a minha vida tem sentido?
A partir do momento que penso no outro...
Aí sim tem sentido!
Mais que sentido!
Onde um sorriso
Vale mais que mil tristezas,
Onde a vida de uma pessoa
Vale mais que mil políticas
E onde a alegria de viver
Seja nossa realidade.
Realidade...
Será que ela existe.
Vivemos um sonho,
Um pesadelo,
Nada mais que isto
E a isso reduzidos.

José Borges

Monday, February 05, 2007

Saudade...

Saudade,
O sentimento português.
Na literatura, na vida
Toda a sua presença espanta,
Levanta sentimentos
Que entre pessoas
Demonstra toda a sua vivacidade.
(para continuar...)

José Borges

Friday, February 02, 2007

A amiga desconhecida

Conheci alguém.
Num dia de sol,
De chuva
Conheci alguém esplendorosamente.
Sua beleza é infinita,
Seu valor inigualável.

Esta amiga desconhecida
Que um dia conheci,
Um dia conhecerei
Para mais tarde recordar
Alguém que tem valor,
Sabedoria,
Beleza
E tudo muito mais,
Que um simples poema como este
Não consegue revelar.

José Borges

Vida de amor, amor de vida

Uma vida de amor,
Um amor de uma vida.
Será que algum dia aparecerás?
Não sei se sim,
Não sei se não.
Talvez um dia,
Talvez nunca.
Algo que eu espero,
Desespero,
Algo de bom,
Que se torna maior.

Uma vida de alegrias,
Uma vida de tristezas.
Alguém será perfeito?
Eu não.
Espera!
Algum dia o poderei ser,
Ou pelo menos tentar.
Tentar ser cada vez melhor,
Mais forte e mais seguro,
Uma segurança que me permitirá amar.

José Borges

Poeta Escritor

Que hei-de eu escrever?

Gostos e desgosto,
Alegrias e tristezas,
Descrevendo de alguém o seu rosto,
Falando também de suas belezas.

Será que vale a pena escrever?

Escrever vale sempre a pena,
Desde que haja valor na sua pena,
Haja tinta com muita inspiração,
E valor numa pena com instrução.

Serei algum dia um poeta?

Poeta já sou,
Poeta serei,
Poeta que a vida cantou,
Poeta que a vida cantarei.

José Borges

Escrever...

Será que algum dia irá ser interessante escrever?
Será que algum dia eu irei escrever?
Será que algum dia saberei escrever?

Talvez um dia,
Talvez uma hora.
Essa difícil matéria,
Essa difícil ciência,
Tem o seu saber.
Talvez um dia saberei o porquê de escrever,
O porquê da escrita.
Talvez um dia,
Talvez uma hora.

Nem sei se escrever sei,
Nem o que hei-de escrever.
Mimésis?
Original?
Não sei.

O mundo da escrita é inigualável
Tal e qual o mundo do ser.
Vencer será muito difícil,
Difícil como escrever.

José Borges

Saturday, January 27, 2007

Amigos

Venho deste modo informar a todos os meus amigos que lhes agradeço muito pelo facto de o serem. Vocês sabem quem são sendo que não é necessário estar aqui a referir cada um de vocês. Foi o ano de 2006 um ano próspero nas amizades.
Foi na faculdade que este ano consegui despontar. Os meus amigos com certeza devem ter ficado um pouco surpreendidos por tamanha revelação. Foi sempre o meu desejo poder despontar e fazer ver aos meus amigos que vale sempre a pena fazer amizade.
Agradeço-lhes a eles por me terem ajudado em tamanha realização. Foram muitos os amigos que surgiram ao longo do ano de 2006. Desde a amizades que tendo sido formadas se solidificaram ainda mais, a outras que estando um pouco mais esquecidas, voltaram a renascer. Depois vieram aqueles que surgiram no prório ano: a esses só desejo e digo que será com o demais agrado meu que que esta amizade seja longa. Foram vários os locais em que eles se relevaram e em que eu me relevei também: desde a Faculdade de Letras ao Bint'Oito foram demais os amigos que consegui adquirir. Aos da Faculdade de Letras desejo o demais bem pois foram importantes para que me pudesse sentir melhor no seio daquela faculdade. Aos do Bint'Oito desejo o mesmo pois eles sabem o quão foram importantes para mim para que eu me pudesse sentir melhor no seio daquela república.
A partir daqui dou vivas para que cada um de vós fique bem.
Viva a FLUP
Viva o Bint'Oito

Friday, January 19, 2007

O tempo dos exames...

Sem aulas, mas ao mesmo tempo faz-nos reflectir sobre elas. É neste momento que desejávamos arduamente a possibilidade de ter aulas nem que fosse apenas para poder expôr e retirar dúvidas.
É neste momento que me recordo mais dos meus amigos. Isso acontece não só pelo facto de no meu caso estar longe deles mas também pela preocupação que por eles demonstramos quando desejamos o melhor para eles, rejubilando quando os resultados são positivos e consolando-os quando o são menos bons. É neste momento que nos lembramos mais da nossa família e vimos o quão sofrimento eles passaram e continuam a passar para que seja possível a nossa realidade. São eles o motor da nossa existência que nos permite um dia chegar ao nosso alcance. É neste momento que nos lembramos de nós próprios. É o momento em que nos tentamos superar, em que tentamos superar as nossas expectativas e em que nos tentamos valorizar mais que a nós próprios. Por tudo isto, no meu pensamento, é este tempo um tempo de reflexão além de um tempo de estudo. Talvez se pensarmos no bem dos outros e de nós próprios será mais fácil chegar ao sucesso